sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Sobre como eu descobri que meu irmão estava crescendo.

Hoje eu fui buscar o Rodrigo na escola, e pude assim notar que ele havia se tornado um lindo aborrecente.
Na porta da escola, não encontrei aquelas mães fofoqueiras, mas vi umas garotas de calça apertada e uns meninos sem camisa, ouvindo funk, esperando os "mano" deles sairem da escola.
Quando o Digão saiu, peguei sua mão e viemos conversando e cantando. Então, veio a revelação:
_Meu amigo me ensinou uma poesia pra pegar meninas.
Ok, um menino de 11 anos - que há 8 anos eu custo a acreditar que já sabe ler e amarrar os sapatos - falando de "pegar" meninas.
_Sério Digo? - respondo, olhos arregalados - qual?
_Ah, é assim:
"Eu não tenho QI e vou entrar pro pcc
Mas queria te dizer
O quanto amo você"
_What?
Eu, pseudo poetisa, ouvindo uma pérola dessas.
_Ah Lô, eu sei que as meninas não curtem muito! Só queria te contar.
De repente, uma pirralha de uns 12 anos, cabelo tingido, sutiã de bojo e calça baixa e apertada me grita um:
_E aí, Diguiiiiiiiinhuuuuuu, beleza?
Eu me assusto:
_Rodrigo Vilela, não brinca que você anda com esse tipo de gente!!!
_Ah, ando não. Meu amigo João já pegou ela!
_Tá, não entre em detalhes sórdidos, você provavelmente pegou a amiga dela, e...
_Não, não gosto desse tipo de menina. Mas também não gosto de nerds igual você.
Meus olhos se enxeram de lágrimas, ignoro a ofensa, não faz mais sentido chamar o garoto - que nesse momento está me contando uma história incrível - de anão. Tento resgatar a infância que semana passada ainda existia:
_E aí, carinha, vamos assistir Hannah Montana?
E ele me olha, e abre um sorriso, e tira o filme infantil que a gente tinha acabado de alugar, da mochila, pra ver o encarte.
Hoje nós vamos assistir Monstros x Alienígenas. Nem ligo, faço qualquer coisa pelo meu motorista de autorama.
Só pra constar, eu te amo (L)

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Fragmento de uma utopia ingrata.

Esperou tanto tempo para vê-lo, enfim, esse dia chega.
Seus olhos se fixaram, e as únicas palavras ditas vieram dele:
_Eu te amo.
De repente, suas mãos afagavam aquele cabelo ruivo que ela tanto esperou pra tocar, enquanto sentia o toque do tal amor verdadeiro. O beijo mais apaixonado que ela deu em toda a sua vida, no rapaz cujo servia de inspiração pra ela enxergar o mundo com cor.
Mas o despertador toca, às 6 hrs da manhã, anunciando que ela estava delirando mais uma vez.
Parecia mentira, já que o perfume dele ardia em seu nariz. Pôde sentir a lágrima rolar em seu rosto, e viu seu amor tão impossível quanto aquela fantasia. Deu desespero, se sentiu impotente, queria se sentir amada mais uma vez. Ela quis gritar, embora ele nunca fosse ouvir.
Incrível como o melhor sonho da vida de uma garota, se tornou um pesadelo ao acordar...



When everything's made to be broken
I just want you to know who I am

sábado, 24 de outubro de 2009

Canção do desamor.

Te ver ir embora me deixa infeliz,
Posto que és um entre mil,
E que ainda te amo,
Sai e deixa meu mundo vazio.

Amor que foi perfeição,
- como o perfume das maçãs -
Foi inspiração que me tirou o sono,
foi começo, meio e fim... foi um talismã.

Amor que não existe mais,
Mas que mudou minha vida,
E me tirou a paz.

Em respeito e amor próprio,
Aceito então o fim,
Pois, talvez, você esteja certo,
Quem sabe seja melhor assim...

Um abraço e força à minha inspiração da vez!